DICIONÁRIO DE FOTOGRAFIA

Se surgir alguma palavra técnica que você não saiba o significado, ou se você não conseguiu entender algum dos termos explicados acima, entre em contato.



CONTRALUZ:
Quando a luz está atrás do objeto fotografado e, portanto, de frente para você. O objeto (ou pessoa) tende a ficar completamente escuro, formando apenas a silhueta. Pode ser corrigido com o uso do flash, caso não seja intencional. Na foto abaixo, vemos um exemplo de contraluz onde não foi utilizado o flash.

DIAFRAGMA: Já percebeu como a íris de nossos olhos se fecha quando estamos em ambiente com muita luz e fica bem grande quando estamos em um local mais escuro? O diafragma da câmera funciona da mesma forma: a abertura se ajusta de acordo com a quantidade de luz a ser recebida no filme ou sensor da máquina. Na imagem abaixo vemos, à esquerda, um diafragma mais fechado, o que indica uma situação com muita luz e, à direita, um que deixa entrar muita luz na câmera - provavelmente porque o ambiente está escuro.

DSLR:

EXPOSIÇÃO: É o equilíbrio na quantidade de luz para uma imagem. Para conseguirmos equilibrar a luz, fazemos uma fotometragem, ou seja, a medição da quantidade de luz que a câmera vai receber para gravar a foto. Uma foto escura é chamada de subexposta e uma muito clara é chamada superexposta.

FLASH: Fonte de luz artificial que usamos para iluminar uma cena ou complementar uma luz que já exista no ambiente. Em muitos modelos de câmera já existe um flash embutido, em outros, é necessário adquiri-lo em separado.

FOCO: A parte nítida da foto.

FORMATO (ARQUIVO): As câmeras digitais trabalham com, principalmente, dois formatos de arquivo: JPG e RAW.

FORMATO (IMAGEM): A maioria das câmeras digitais caseiras trabalha com um formato de imagem com proporções 4:3. Isso significa que a fotografia é um pouco mais quadrada, na mesma proporção que a tela dos computadores ou da TV. Algumas câmeras possuem a opção de proporção 3:2, que é a mesma dos filmes de 35mm, utilizados nas câmeras analógicas, ou seja, um pouco mais retangulares. Alguns formatos de ampliações não condizem com o formato da imagem em proporções 4:3, como o mais popular (10x15 cm). Por essa razão, a imagem sempre será cortada dos lados para que "caiba" no papel.

GRANDE ANGULAR: É o tipo de objetiva (lente) com o ângulo mais aberto, onde conseguimos enquadrar uma maior área na foto.

ISO /ASA: É a sensibilidade do filme / sensor da câmera, ou o tanto que ele é capaz de "enxergar" a luz. Quanto mais alto o número do ISO, maior é a capacidade dele enxergar a luminosidade, porém, perde-se um pouco a qualidade da imagem.

MACRO: Uma lente que nos permite aproximar bastante a câmera do objeto, sem que percamos o foco da imagem É ideal para fotografar flores, insetos, ou pequenos objetos de bastante perto. Muitas câmeras digitais caseiras possuem uma função "macro", indicada por um ícone de flor.

MEGAPIXEL:

OBJETIVA: É a lente da câmera. Pode ser grande angular, normal, tele-objetiva ou zoom. Muitas câmeras digitais caseiras possuem objetiva zoom, onde é possível ir de uma mini grande angular até uma mini tele-objetiva.

OBTURADOR: Pode ser comparado às nossas pálpebras, que piscam mais rapidamente quando existe muita luz no ambiente. O obturador regula quanto tempo a luz fica atingindo o filme / sensor da câmera, trabalhando junto com o diafragma. Se existe luz suficiente, o obturador abre e fecha rapidamente, e a imagem captada fica congelada. Quando está escuro ou queremos dar um efeito de movimento à foto, o obturador abre e demora um pouco a fechar, por isso a imagem fica tremida ou com "rastros" de luz e movimento.


PROFUNDIDADE DE CAMPO: É a quantidade de planos que estão focados na foto. Imagine que você está fotografando várias pessoas e elas estão uma atrás da outra. Provavelmente você não conseguirá que o rosto de todas as pessoas fique focado, porque sua câmera não permite uma grande profundidade de campo nessa situação. O esquema abaixo foi retirado do livro Escola de Fotografia, de José Antônio Ramalho e Vitché Palacin, e explica a relação da profundidade de campo com o diafragma da câmera. Quanto mais fechado o diafragma, maior é a profundidade de campo, ou seja, mais planos focados na imagem.

Mas lembre-se que para um diafragma mais fechado, é necessário mais luz no ambiente ou uma velocidade de obturador menor. Procure exercícios sobre isso e você irá entender melhor na prática.

RAW: É o formato "cru" da imagem, antes que a câmera o transforme em JPG. Algumas câmeras permitem que você tenha acesso ao arquivo RAW da imagem, outras te entregam apenas o convertido em JPG.

SLOW SYNC: Quando fotografamos à noite usando flash, o primeiro plano (o rosto da pessoa, no caso de uma retrato), fica bem exposto à luz, mas o fundo fica completamente escuro. Alguns modelos de câmera possuem o modo chamado Slow Sync, ou Sincronização Lenta, que permite que o obturador mantenha o diafragma aberto por mais um tempinho depois que o flash dispara, para que o fundo da imagem possa ser registrado. Se for usar esse modo, peça À pessoa fotografada para não se mover por alguns instantes antes e depois do flash disparar. É possível que a foto saia tremida e, por isso, é recomendável o uso de um tripé ou apoie a máquina em um lugar firme.

TELE-OBJETIVA: A lente que permite fotografar objetos que estão distantes, fazendo-os parecer próximos. Nas câmeras caseiras, basta puxar o zoom ao máximo para se ter um efeito parecido com o da tele-objetiva.

WHITE BALANCE: É o balanço de branco, ou seja, o ajuste da temperatura e cor da luz recebida pela câmera. Muitas câmeras automáticas possuem um ajuste de white balance também automático. Quando isso não acontece, vemos o que se chama de "aberração cromática": o sensor da câmera não está de acordo com a fonte de luz - como quando tiramos fotos dentro de casa sem flash e a imagem sai um pouco alaranjada. Nas câmeras que permitem o ajuste manual, ele é possível colocando um objeto branco (uma folha de papel, por exemplo), diante da câmera para que ela "enxergue" como o branco reflete a luz na cena.


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Boa Photo!

Até alguns anos atrás, fotografar era um hobby caro, um luxo para poucos. Além do alto preço das câmeras, ainda tínhamos que gastar com filme e revelação. Usávamos apenas umas 5 poses de um filme (com, no máximo, 36) para registrar um evento e o resto guardávamos para uma próxima oportunidade. Nada de desperdiçar filme fotografando o mosquito, a parede ou o pé.

Naquela época, eu não entendia bulhufas do processo fotográfico, e tudo se resumia em comprar o filme, colocar na câmera, apontar para o objeto que eu queria captar e apertar o botão de disparo. Muitas fotos queimavam, saíam tortas, fora de foco, cortando a cabeça das pessoas... E eu não entendia o porquê nem o que fazer para consertar.

Enquanto estava na faculdade, me interessei bastante pelo mundo da fotografia. Fiz o curso, trabalhei no laboratório da faculdade, arrumei alguns empregos no ramo e comecei a fotografar profissionalmente. Foi bem na época em que as câmeras digitais estavam começando a pipocar no mercado, a um preço cada vez mais baixo.

Acompanhei essa transição e até fiz uma monografia no final da graduação sobre o advento da fotografia digital, as mudanças que estavam ocorrendo, fotologs e afins. Durante essa pesquisa aprendi coisas que hoje é fácil observar: as câmeras a preços cada vez mais baixos possibilitaram que mais pessoas pudessem fotografar e, porque não estamos mais limitados a um filme de 36 poses, todo mundo começou a fotografar mais. Isso sem contar que a internet foi uma mão na roda para que pudéssemos mostrar nossas fotos para todo mundo sem sermos obrigados a gastar mais dinheiro com filme e revelação.

Todas essas facilidades, no entanto, não ajudaram as pessoas a fotografar de outro modo, porque elas já estavam viciadas com o jeito de fotografar de antigamente: apontar e disparar. Foi nesse intuito que criei esse blog, para ajudar as pessoas comuns, com suas câmeras comuns, a fotografarem de um jeito mais artístico, mais profissional, utilizando ao máximo tudo que as câmeras de hoje em dia trazem de importante e muita gente nem sabe.

Não é todo mundo que pode pagar um curso de fotografia. E esse blog não tem a pretensão de ser um curso, mas um conjunto de dicas, tutoriais passo-a-passo, edição no photoshop e outras coisas que podem ajudar você a fazer fotos profissionais com sua câmera amadora.

Boa foto!
=)

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